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30 de abril de 2012

Paraguay - O Chamado



 Conheci a Ramona há quase dois anos pela internet. Acho que ela me adicionou. Eu já mantinha contato com uma gaúcha que vive no Paraguay há dez anos com sua família, a Marly. Cheguei a escrever a história de Marly e Elvis no meu jornal: (Veja Aqui)

Meu coração sofre de forte inclinação para o trabalho missionário...

Bem, Ramona foi a primeira a me convidar para ir ao Paraguay. Mas me parecia algo meramente formal e para mim impossível, pois demandaria um bom investimento financeiro e o cuidado com minha mãe.

O fato é que em 2010 Marly insistiu comigo para ir ao país, em Luque onde vivem. Se sentia só, pois até sua família tem dificuldades de visitá-los.

Àquela altura já tínhamos desenvolvido um forte sentimento de amizade. Passei a pensar na possibilidade e a orar.
Falei com Brás (meu pastor) do convite que recebera e ele me falou para orar. 
Pedi ao Senhor uma confirmação a respeito. E logo tive uma visão, onde me via em Luque na casa de Marly e lá havia um quarto reservado para mim, e um ambiente de muito afeto. Entendi o óbvio. 
Minha mãe orava junto comigo e com Ana Rosa. E logo tudo foi se abrindo.

No encontro da igreja daquele ano em Ituberá, enquanto Jamê ministrava sobre “O Culto”, tive outra confirmação: me via num culto em lugar desconhecido, com irmãos desconhecidos, falando espanhol. Jamê falava em português e eu me ouvia falando as mesmas palavras em espanhol.

Não tive mais dúvidas. E minha mãe, que geralmente é inclinada a não querer me ver saindo, disse que me daria as passagens. Pedi ao Senhor orientação como fazer com minha mãe e, de repente minhas três sobrinhas estavam dispostas a se revezarem no cuidado com ela. Tudo se encaixava bem. E em uma das noites de oração Ana Rosa me disse que o Senhor tinha lhe mostrado que me surpreenderia e me levaria a muitos lugares. 

Comuniquei à Ramona que iria e ela me ofereceu hospedagem e me convidou para conhecer os lugares que atende. 

Tinha combinado com Marly que iria em setembro no mesmo período em que aconteceria o Proyecto América no Paraguay. Mas daí tinha uma importante situação a ser resolvida: nunca tinha viajado para o exterior e não sabia como proceder. E minha mãe, por temor, não aceitava que eu viajasse sozinha. 

Eu já tinha comentado com Sayonara (uma amiga de Valença com quem já trabalhei outras vezes) sobre o Projeto e se ela não gostaria de participar, visto que gostava muito deste trabalho social. Sayonara passou a conhecer o Projeto pela internet e concordou em ir. Acertamos a viagem para o dia 17/09. Ela retornaria depois do Projeto e eu continuaria mais 15 dias.

Minha mãe se tranquilizou porque Sayonara é uma pessoa acostumada a viajar para outros países e lá fomos nós. 



Depois que chegamos em Luque, eu pude conhecer Marly e Elvis pessoalmente e conhecemos um pouco da "Ciudad de la Musica". 


Em Luque, minha primeira oportunidade de compartilhar o amor de Deus foi em uma igreja católica quando passeávamos e fotografávamos os lugares.
Pedi para entrarmos e na área externa oramos pela Igreja no Paraguay, suplicando por revelação para as pessoas que buscavam a Deus no catolicismo. 

Descobri que nos jardins as chicas e os chicos se reuniam para estudar a Bíblia. Não resisti, me aproximei e no meu portunhol pedi para aprender com elas. Surpresas, mas receptivas concordaram, principalmente por eu ser brasileira. Estudavam Tiago 2. Cada uma falava o que entendera e me perguntaram o que eu observei. Dei a minha contribuição, elogiei o fato de estarem ali buscando aprender de Deus e reforcei que se continuassem a se firmar nos ensinos da Palavra venceriam a corrupção do mundo. Depois perguntei se poderíamos orar juntas.  Trocamos abraços e fotos. Foi um momento muito precioso. 

Perplexa, Marly me confessou que ela tinha presenciado um milagre. Pois ela nunca vira católicos receber um cristão assim ali no Paraguay. Lhe disse que o milagre na verdade era que aquelas adolescentes estavam buscando a Deus onde Ele está: na Bíblia. 


Continua...
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19 de abril de 2012

Proyecto América no Paraguay


Nos dias 20 a 25 de setembro de 2010, as cidades de Mariano Roque Alonso, Asunción e Remancito, no Paraguai receberam a presença de centenas de voluntários cristãos que compartilharam o amor de Deus através do Poder do Serviço.

Pessoas de pelo menos treze países atravessaram as fronteiras para servir ao povo paraguaio.

E lá estávamos nós, Sayonara e eu.
Já tínhamos experiência em trabalhos semelhantes, porém não de dimensão internacional.


Com Beto, Sayonara e Rô


Transcrição do meu relatório:

Proyecto América (PA) é uma organização internacional e interdenominacional que reúne cristãos de vários países da América para se dedicarem a alguma comunidade carente, demonstrando assim o amor de Deus de forma prática.

Deveríamos ir para o PA pela noite, mas domingo cedo (19/09) fomos convocadas para estar na base do Projeto. Até nisto Deus pensou: nos colocou em contato direto com a Família Severo que coordenava o PA no país. Bruno, Wilma, Beto e Rô congregam com Marly e Elvis; os irmãos com quem ficamos hospedadas.

Eu e Sayonara, na casa de Elvis e Marly Bof



Fomos todos juntos para a Expo-Feira, em uma cidade chamada Mariano Roque Alonso, próxima de Luque e Asunción.

Vivenciamos a expectativa de conhecer irmãos de diversos países das Américas e de servir em país estranho. Foi tudo muito diferente e ao mesmo tempo conhecido.



Ficamos alojados em uma espécie de área de shows nada confortável, mas de gente preciosa e apaixonada por servir.




Ali doutores, pastores e gente simples formavam uma só família. Um imenso mar amarelo de irmãos que falavam a mesma língua: a do serviço. (vídeo)

Ali conheci irmãs que só falava pela internet. Que experiência mais interessante!

Raquel Pepe (blusa lilás)


Gabriel Fernadez é o pastor e diretor do Projeto. Ele é uma espécie de "general camarada" que conduzia tudo com competência, decência e muito bom-humor.



O trabalho foi dividido por equipes: De construção, feira social, recreação e evangelismo.
No primeiro dia me encaixei no evangelismo e Sayonara na Feira.



Fomos para a Vila de la Amistad, uma comunidade bem pobre. Saí com uma irmã uruguaia que fala português, a Sílvia e com o José, que é porto-riquenho. Foi muito legal. Visitamos várias casas, falamos do Senhor, oramos, convidamos para o evento e tal.





No segundo dia decidi acompanhar a equipe de construção para conhecer o trabalho e ver se me encaixava. É claro que não me encaixei. Enquanto os irmãos consertavam telhados, reedificavam casas e limpavam a poluição do Arroyo de Mburicao, eu visitava as pessoas e me arrisquei a falar espanhol sem intérprete. Foi muito incrível! E neste dia só falei com idosas. (D. Soraya, na foto)



  


Sayonara se encaixou com a equipe de limpeza do Arroyo.
Pela tarde a feira aconteceu no Parque e nós estávamos cansadas e, a esta altura, sem atividade para fazer. Fomos orar.










À noite, na base, quase quebrei meu dedo do pé e enquanto procurava amenizar a dor em um copo de gelo num dos bancos dos jardins da Expo, uma irmã se aproximou de mim, a Leidy. Ela tem 25 anos, é uma linda boliviana que vive desde cedo na Argentina. Tivemos a oportunidade de trocar nossas experiências de vida com Cristo e nos apegamos. Pudemos nos edificar.

Leidy Lucas

Nesta noite Sayonara e eu conseguimos manter contato com nossos familiares. Bruno (coordenador local) nos presenteou com um chip habilitado porque ainda não tínhamos conseguido comprar um.

Na quarta retornamos à Vila de la Amistad, onde Sayonara agora se encaixaria na unidade móvel e atenderia como dentista. Eu sentia um pouco o corpo, pelo frio das noites e pela culinária. Mas me aproximei de Leidy e lá fomos nós procurar as pessoas nas casas.

Sayonara Bulcão

Logo depois do almoço Sayonara me disse que queria voltar para casa de Marly. Depois de conversarmos aceitei voltar com ela. Com o coração um pouco apertado, pois ainda havia dois dias do Projeto... Mas, com a perspectiva de poder voltar na sexta com o Bruno.

Despedimos Sayonara na quinta no aeroporto. Na sexta não pude retornar porque Marly e Elvis tinham um jantar de pastores e eu não quis incomodar o Bruno. Mas no sábado uma surpresa muito especial me aguardava...”


A RAMONA VEIO ME CONHECER PESSOALMENTE. Deus tinha preparado um tempo de delícias para mim...

Com Ramona, na casa de Marly Bof

Relatório com Mais Fotos do Evento:
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