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4 de novembro de 2014

PEDRA SOBRE PEDRA

(1ª Parte)
O Império Romano dominava sobre Israel. Todo o povo era obrigado a pagar impostos a César. E Herodes, o Grande, governava a Terra Santa. Buscando agradar aos judeus, ele ordenou a restauração do templo; o qual já vinha sofrendo muito com o desgaste do tempo.

Sendo afeito às obras colossais, Herodes entregou aos judeus um admirável trabalho arquitetônico. 

No episódio a seguir o governante é o outro Herodes, o Antipas, filho do Grande, mas o templo é o mesmo.

Jesus estava no templo ensinando às pessoas e, ao sair, seus discípulos lhe falaram empolgados sobre a beleza arquitetônica do conjunto de edifícios.

E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo.
Jesus, PORÉM, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.” (Mt 24:1,2)
“E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!
E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. (Mc 13:1,2)


QUE BANHO DE ÁGUA FRIA!

Posso imaginar a perplexidade dos discípulos ao ouvirem Seu Mestre falar na destruição do templo. Pois, além da obra ser majestosa, o templo era o lugar onde Israel cultuava o Seu Deus. 

Como Ele poderia falar assim em destruição? Será que Jesus estava planejando uma rebelião para tomar o governo da mão de César? Será que Ele iria mesmo se tornar o rei de Israel e libertá-los do domínio de Roma? Todos ficaram confusos.

Logo adiante Jesus senta-se defronte ao templo, no Monte das Oliveiras, e eles PERGUNTAM EM PARTICULAR qual o sinal Jesus daria como certeza de que Sua afirmação aconteceria.

Como o tema era grave, eles perguntaram “em particular”. Tiveram receio de que alguém escutasse aquela conversa e levasse aos ouvidos de Herodes Antipas. (As mentes políticas deles não alcançaram a mente espiritual de Jesus.)

E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular:
Dize-nos, QUANDO serão essas coisas, E QUE SINAL haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.” (Mc 13:3,4)

Jesus surpreende os discípulos com Sua resposta. Pois ao invés de falar sobre uma “possível libertação de Israel” ou de informar algum plano de ataque aos romanos dominadores, o Mestre fala de coisas muito diferentes do que imaginavam. Nem sequer uma data Ele dá...!

Jesus começa a descrever situações que vão ocorrer daquela data em diante e que vão para além da destruição do templo de Jerusalém.



BEM, MAS a profecia sobre o templo se cumpriu no ano 70 d.C.

Tito Flávio,  antes de ser imperador de Roma, serviu na chamada primeira guerra judaico-romana  como comandante militar, sob às ordens de seu pai, o então imperador Vespasiano. Tito sitiou e destruiu Jerusalém e seus soldados incendiaram o templo provocando a sua demolição. NÃO FICANDO "PEDRA SOBRE PEDRA". 

O Arco de Tito - construído em sua homenagem, em Roma.

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