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21 de outubro de 2009

Os Insensíveis Estão Morrendo!

A reunião desta noite foi muito proveitosa.

Relembramos as experiências sobrenaturais que nossa família vivenciou no passado, quando éramos crianças e adolescentes.

Contamos histórias bem escabrosas que marcaram nossas vidas: fantasmas, aparições, vozes ameaçadoras, objetos que se moviam sozinhos... Um verdadeiro poltergeist em que se contando fica difícil de acreditar... Mas o que pode ter de proveitoso nisso?


ONDE ESTÁ A BEM-AVENTURANÇA?!

É que a história não parou aí. Ao perceber quanta desgraça rondava nossa família, percebemos também como a graça de Deus foi nos cercando.

Éramos praticantes na igreja. Dificilmente perdíamos as missas. Mas quando o poltergeist acontecia, recorríamos à outra crença: Eram banhos de descarregos, arruda, velas e mais velas e abstinência de certos alimentos.

Querendo a proteção de Deus, a gente se afastava mais ainda Dele.

E aqui está para mim a parte proveitosa:
Eu consegui ver a misericórdia de Deus conosco. Ele foi paciente e persistentemente nos cercando. Nos levou a lugares diferentes e em vários momentos colocou pessoas sensíveis no nosso caminho só para nos apontar o Jesus do Evangelho.


Fiquei embasbacada ao me dar conta de como Ele investiu em nós. NUNCA DESISTIU. Mesmo com todos os erros que cometíamos!

Passeamos pela idolatria, candomblé, "mesa branca", Allan Kardec, tarô, tábua ouija, hama mu e sabe-se lá mais onde. Mas as pessoas sensíveis sempre apareciam...

Chamo de sensíveis aquelas que com simplicidade nos falavam de suas experiências com Deus. Sim, as sobrenaturais mesmo!

Elas diziam sem vergonha: "Jesus cura sinusite". "Vou orar por este problema que você está passando". Ou: "Eu entendo o que você está passando. Posso ajudar?" Ou: "Converse com Deus sobre isso". Ou mais: “Não é assim que Deus ensina”. Ou ainda: "Você é realmente importante para Deus e eu quero te dizer o porquê".

Lembro-me de uma colega de universidade, a Marinalva. Ela tinha uma metralhadora cheia de amor apontada para mim: Jesus era o seu assunto e ponto. Mas eu gostava, porque ela se importava comigo. Eu via sua sinceridade e afeto.

Foi aí que percebi o quanto nós temos sido insensíveis. Digo percebi não com o intelecto, pois já sabia, mas com o coração.

Vi na história de minha família a sensibilidade de um Deus cheio de compaixão.

Compaixão manifesta através de cada um desses irmãos que cuidaram de nós. Importaram-se conosco. Oraram por nós. Sofreram por nós. Alegraram-se, persistiram, participaram de nossas vidas e deixaram marcas em nós.

Não podemos pregar um Evangelho meramente racional! Até porque não se pode viver um Evangelho meramente racional.
Não se pode tirar o sobrenatural do Reino de Deus!!!

Tudo bem que tem um monte de galhofeiro bagunçando as coisas santas. Mas não se pode negar ao Reino de Deus o seu direito de manifestar poder. E falo de poder sobrenatural mesmo!

Temos formalizado o Reino de Deus. Temos tirado dele as coisas simples. Temos tirado dele o dinamismo.


TUDO PARECE FEITO SOB MEDIDA!
SOMOS OS REIS DAS FÓRMULAS.

As nossas reuniões são formais, nossas orações são formais e até nossos relacionamentos são formais!

Desculpem-me a sinceridade, mas não posso me revoltar com um idólatra. Eu também já o fui.
 Não posso desprezar o espírita nem perseguir o macumbeiro ou zombar do tarólogo. NÃO TENHO ESTE DIREITO!!!

Quando eu e minha família vivíamos desnorteadas procurando resposta nas religiões, Deus não nos desprezou.

SABE QUAL FOI O DIREITO QUE ELE NOS DEU?

O de conhecer pessoas sensíveis que cuidassem de nos apontar o Jesus do Evangelho.

E é exatamente este direito que as pessoas a minha volta têm: O de encontrar em mim este Jesus cheio de compaixão. Um Jesus que me ensina a perder para ganhar a outros.

É preciso perder a justiça própria, a santidade própria, a teologia própria e a falsa modéstia de afirmar que "amamos o próximo". Pois somos nós que estamos bem distantes destes "próximos".

 Que descoberta maravilhosa: os insensíveis estão morrendo!

Matemos, pois a insensibilidade nossa de cada dia (apelido para falta de misericórdia).
Cometamos um insensocídio* na igreja! Permitamos que o Espírito da graça se manifeste através de nós.

“E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rm 5:5)
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade”. (IJo 3:18)


* Palavra criada por mim para referir-se à destruição em massa da insensibilidade religiosa.

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